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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Nova Estação Suzano irá bicicletário em 2017

A Nova Estação Suzano, na Linha 11- Coral, deve receber em breve a área do bicicletário e o acesso sul. A assessoria de imprensa da CPTM informou que as obras estão sendo executadas e que serão concluídas no início de 2017.

Já o processo licitatório para o início da segunda parte das obras, a companhia informou que o processo licitatório está em fase de análise de documentação técnica. Nesse contrato, será incluída a obra de demolição da antiga passarela. O Governador Geraldo Alckmin prometeu recentemente que a finalização destes serviços vai acontecer no final de 2017. A previsão é de as obras durem cerca de um ano.

O investimento para a construção do acesso sul e do bicicletário da Estação Suzano é de R$ 9,1 milhões.
As obras da 2ª Fase vão começar assim que o processo licitatório de contratação terminar e a Ordem de Serviço for assinada.

Durante a tarde de ontem, a
equipe do Diário de Suzano esteve no local onde será implantado o bicicletário, e pode conferir o trabalho feito. Na ocasião, cerca de doze homens trabalhavam no espaço. No local já há alguns esqueletos de sustentação para receber as estruturas necessárias para o bicicletário. A área fica na esquina entre a Rua General Francisco Glicério e a Rua Doutor Prudente de Moraes, em frente à Estação Suzano.

Os passageiros que moram próximo à estação poderão se locomover até o local pedalando e deixar o equipamento guardado em segurança até a volta para casa.

Nos trens o embarque de bicicletas é permitido de segunda a sexta-feira, a partir das 20h30. Aos sábados a partir das 14 horas, e aos domingos e feriados é permitido durante o dia todo.

Fonte da Notícia: Diário de Suzano

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ligação entre Linha 13-Jade e Aeroporto Internacional de Guarulhos será improvisada.

Após sucessivos atrasos, a ligação sobre trilhos entre a cidade de São Paulo e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, deve ser inaugurada no 1º Semestre de 2018. Mas os passageiros otimistas com o novo prazo já devem se preparar para lidar com improvisos no trajeto do desembarque do trem à entrada dos terminais de voo.
A chegada pela Nova linha 13-Jade da CPTM  será numa estação perto do terminal 1 (com voos da Azul e da Passaredo), mas longe dos principais embarques –a cerca de 2 km do terminal 2 e a 3 km do terminal 3.
Pelo acordo firmado com a gestão Geraldo Alckmin, a concessionária do aeroporto prometia um monotrilho para fazer essa transferência. Mas a obra, orçada em US$ 40 milhões, nem sequer começou –e não deverá ficar pronta a tempo.
Segundo a Folha apurou, a GRU Airport, responsável pelo aeroporto desde 2012, admitiu a membros do governo que levará pelo menos 18 meses a mais que a abertura da estação para concluir o monotrilho e transportar, gratuitamente, passageiros aos seus destinos finais em Cumbica.
Uma alternativa provisória mencionada por técnicos da companhia seria a extensão do ônibus entre terminais até a estação da CPTM. Pesa contra essa ideia, contudo, o descompasso entre a quantidade de pessoas transportadas por um trem (até 2.600) e por um ônibus (até 80), além do atual intervalo de até 15 minutos entre as viagens entre terminais. Um monotrilho tem capacidade para transportar mais de 400 pessoas por deslocamento.
Em nota, a GRU Airport afirmou que “está avaliando as alternativas técnicas” e que o “cronograma do projeto” –não especificamente do monotrilho, mas de alguma opção de transferência– “está em linha com o prazo de entrega das obras” da CPTM.
O projeto original do Estado previa a construção da estação em distância que os passageiros pudessem caminhar até as áreas de check-in. Ele acabou revisto após a decisão da concessionária de construir um shopping no local escolhido e seu compromisso de, em troca, transportar os usuários aos terminais.
Ligação com o Centro de São Paulo 

A viagem de trem do centro de São Paulo até Cumbica deve levar aproximadamente meia hora. O intervalo de partida entre os trens será de oito minutos. A tarifa será igual à do resto do sistema metroferroviário –atualmente em R$ 3,80.
Um ônibus executivo para esse trajeto custa R$ 45,50. Atualmente, a única opção para quem deseja ir até Cumbica usando transporte público coletivo é um ônibus da EMTU ,que sai da Estação Tatuapé, com preço de R$ 5,55.
Fonte da notícia: Guarulhos Hoje

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Apenas 3 Novos Trens série 8500 operam na CPTM. Previsão era de 65 novas composições estarem operando

Há quase quatro anos o Governo de São Paulo abriu licitação para comprar mais 65 Trens das séries 8500 e 9500 para operar nas linhas da CPTM, em dois lotes. O valor total do negócio ficou em torno de R$ 2 bilhões. Mas até hoje apenas 11 trens foram entregues e somente três estão funcionando, segundo informações do Jornal Hoje.

A licitação de um lote, foi vencida pela empresa espanhola CAF, que deveria fornecer 35 trens. A licitação do outro lote foi vencida pelo consórcio Iesa Hyundai-Roten, que se comprometeu a entregar 30 trens. Cada trem, deveria ter oito vagões, e o contrato final ficou em R$ 1,8 bilhão.

O Ministério Público de São Paulo começou a investigar irregularidades nessa licitação, como o edital sem tradução para o inglês e a falta de assinaturas de técnicos em documentos importantes. Mas os promotores descobriram que os trens adquiridos mediante contratos assinados em 2013 não foram entregues até hoje, informou o promotor Silvio Marques, que está à frente do caso.

A CPTM diz que pelo contrato, todos os trens fabricados pela CAF em Hortolândia deveriam ter sido entregues em São Paulo no dia 04/06/2016 - e eles custaram R$ 1 bilhão.

Em depoimento prestado no ano passado, o presidente atual da CPTM, Paulo Gonçalves, disse que a CAF já recebeu mais de R$ 146 milhões e até agora entregou dez trens, mas apenas dois estão funcionando. Os outros ainda estão em teste

Em nota, a CAF informou que não comenta os contratos por causa da cláusula de confidencialidade.

O prazo para o consórcio IESA Hyundai-Roten entregar todos os Novos Trens Série 9500 venceu no dia 31/07/2016, mas apenas um foi entregue, e ainda não está funcionando.

O Governo de São Paulo disse à reportagem que como uma das empresas faliu, o consórcio assumiu o restante da responsabilidade. As empresas serão punidas pelo atraso. Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o prazo de entrega vai ser ampliado.

"Temos plena convicção de que os trens serão entregues e pelo cronograma é que, até o final de 2017 e começo de 2018,teremos 65 trens em operação. Estamos acompanhando a produção em Hortolândia", afirmou ele.

A reportagem não conseguiu contato com o consórcio IESA Hyundai-Roten.

Em nota enviada ao G1, a CPTM confirmou que apenas dois trens dos comprados estão em operação.

Veja a nota da CPTM:
 
"A CPTM acompanha a fabricação dos trens pela CAF do Brasil e pelo consórcio Hyundai Rotem, e tem aplicado multas às empresas pelo atraso na entrega das composições.

Até o momento, foram entregues 10 trens, sendo 9 fabricados pela CAF do Brasil e um pelo consórcio Hyundai Rotem. Desse total, dois trens produzidos pela CAF já estão em operação na Linha 11-Coral e os demais permanecem em testes.

Ao serem entregues na CPTM, os novos trens passam por inúmeros testes para garantir a segurança dos passageiros e dos sistemas, antes de serem liberados à operação comercial. Enquanto não são aprovados em todos os protocolos de testes, não podem prestar serviços até que os ajustes necessários sejam solucionados pelos fabricantes. São testados todos os sistemas elétricos, mecânicos e de sinalização ferroviária em oficinas e em vias operacionais".

Entregas
 
O 1º Trem Série 8500 foi entregue em 06/07/2016, pelo Governador Geraldo Alckmin, com salão contínuo, ar-condicionado e câmeras de segurança para os usuários da Linha 11-Coral. 2º Novo Trem foi entregue dia 03/08/2016 para a operação especial do Expresso Olimpíadas da Linha 11-Coral. O 3º e mais novo trem entregue foi para a linha 7-Rubi no dia 02/09/2016

Fonte da Notícia: G1-SP

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Promotoria de Justiça investiga atraso na entrega dos 65 Novos Trens da CPTM

Três anos após o Governo do Estado de São Paulo finalizar a compra de 65 trens para a CPTM por R$ 1,8 bilhão, apenas dez composições foram entregues e somente duas estão em operação no sistema ferroviário de São Paulo. O prazo final para entrega dos trens expirou em junho de 2016

Os atrasos são alvo de investigação do Ministério Público Estadual e envolvem empresas denunciadas na Justiça por formação de cartel e fraude em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo, conforme revelou ontem o Jornal Hoje, da TV Globo. O primeiro Trem Série 8500 foi entregue por Alckmin dia 06/07/2016, na Linha 11-Coral.

A compra foi dividida em dois lotes. O primeiro foi vencido pelo consórcio Iesa-Hyndai-Rotem, para aquisição de 30 trens pelo valor de R$ 788,2 milhões. Já o segundo lote, com 35 trens, foi vencido pela CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, por R$ 1,1 bilhão. Em depoimento prestado ao MPE no mês passado, o presidente da CPTM, Paulo de Magalhães Bento Gonçalves, admitiu que a CAF entregou nove composições e a Hyundai, apenas uma.

Segundo o dirigente, apenas dois trens estão de fato em operação, e os demais estão em fase de testes "estáticos e dinâmicos", para checar o funcionamento de abertura de portas e sistemas de ar-condicionado, freio, sonorização, software e tração. Cada composição tem oito vagões, com capacidade para transportar cerca de 2 mil passageiros.

Multas

Em nota, a CPTM informou que acompanha a fabricação dos trens pela CAF do Brasil e pelo consórcio Hyundai Rotem e tem aplicado multas às empresas pelo atraso na entrega das composições. Segundo informações fornecidas por Gonçalves à Promotoria, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pela compra dos trens, já aplicou R$ 12,7 milhões em multas às empresas.

O presidente da CPTM disse em depoimento que, embora esteja prevista em contrato, a rescisão dos negócios não seria vantajosa porque a companhia ainda precisa substituir muitos trens antigos e uma nova licitação encareceria o preço das composições
 
Fonte da Notícia: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Promotoria de Justiça investiga atrasos na entrega dos Novos Trens Séries 8500 e 9500 para a CPTM

Três anos após o Governo Estadual finalizar a compra de 65 trens para a CPTM por R$ 1,8 bilhão, apenas dez composições foram entregues e somente duas estão em operação no sistema ferroviário de São Paulo. O prazo final para entrega dos trens expirou em Junho de 2016
Os atrasos são alvo de investigação do Ministério Público Estadual e envolvem empresas denunciadas na Justiça por formação de cartel e fraude em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo, conforme revelou o Jornal Hoje, da TV Globo. O primeiro trem foi entregue por Alckmin no mês passado, na Linha 11-Coral, que liga a região leste da Grande São Paulo à zona oeste da capital.
A compra foi dividida em dois lotes. O primeiro foi vencido pelo consórcio Iesa-Hyndai-Rotem, para aquisição de 30 Trens Série 9500 pelo valor de R$ 788,2 milhões. Já o segundo lote, com 35 Trens Série 8500, foi vencido pela CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, por R$ 1,1 bilhão. Em depoimento prestado ao MPE em Julho de 2016, o presidente da CPTM, Paulo de Magalhães Bento Gonçalves, admitiu que a CAF entregou nove composições e a Hyundai, apenas uma.
Segundo o dirigente, apenas dois trens estão de fato em operação, e os demais estão em fase de testes “estáticos e dinâmicos”, para checar o funcionamento de abertura de portas e sistemas de ar-condicionado, freio, sonorização, software e tração. Cada composição tem oito vagões, com capacidade para transportar cerca de 2 mil passageiros.
Multas. Em nota, a CPTM informou que acompanha a fabricação dos trens pela CAF do Brasil e pelo consórcio Hyundai Rotem e tem aplicado multas às empresas pelo atraso na entrega das composições. Segundo informações fornecidas por Gonçalves à Promotoria, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pela compra dos trens, já aplicou R$ 12,7 milhões em multas às empresas.
O presidente da CPTM disse em depoimento que, embora esteja prevista em contrato, a rescisão dos negócios não seria vantajosa porque a companhia ainda precisa substituir muitos trens antigos e uma nova licitação encareceria o preço das composições.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

Governo impõe multa de R$ 12 milhões para CAF e Hyundai-Rotem por atraso na entrega dos Novos Trens Série 8500 e 9500 para a CPTM

O Presidente da CPTM, Paulo de Magalhães Bento Gonçalves, informou o Ministério Público que a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos aplicou multas de R$ 12,64 milhões contra a multinacional espanhola CAF e o Consórcio Iesa-Hyundai-Rotem por atraso na entrega de 65 trens – um comboio de 520 carros divididos em uma licitação com dois lotes, ao preço de R$ 2 bilhões.
As informações sobre o relato do presidente da CPTM e as multas foram reveladas pelo repórter Walace Lara, da TV Globo.
A CAF, contratada para entregar 35 trens ao custo de R$ 1,01 bilhão, em maio de 2013, foi penalizada com uma sanção de R$ 8, 37 milhões. O Consórcio, contratado para entrega de 30 trens, recebeu multa de R$ 4,27 milhões.
Bento Gonçalves disse que a CAF entregou nove trens a partir de Junho de 2015, ‘mas apenas dois estão em efetiva operação’. A empresa ainda tem o compromisso de entregar 26 composições.
Não houve suspensão do contrato com a multi espanhola – nem com o Consórcio -, afirmou o presidente da CPTM. Segundo ele, o prazo de entrega do lote completo, na fábrica de Hortolândia (interior de São Paulo), era 04/06/2016.
Bento Gonçalves depôs ao promotor de Justiça Silvio Antonio Marques, que integra a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, braço do Ministério Público que investiga improbidade administrativa. O depoimento foi dado no dia 26/07/2016.
O presidente da CPTM disse que ‘a CAF não cumpriu’ o Termo de LIberação Individual, ou seja, o evento A5, consistente no término de fabricação. Por isso, explicou, a empresa terá de se submeter às multas contratuais.
O porcentual das multas é 0,30% por semana de atraso, com limite de 10% dos valores estabelecidos. O presidente da CPTM esclareceu que o instrumento de contrato pode ser rescindido pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos em caso de mora superior a 60 dias.
O trem número 10, por exemplo, deveria ter sido entregue em 05/07/2015 – o atraso foi de 51 semanas.
“Dos nove trens efetivamente entregues, sete ainda estão sendo testados pela CPTM em conjunto com a CAF”, declarou Paulo de Magalhães Bento Gonçalves. “Acredita que não é vantajosa a rescisão do contrato, sob o ponto de vista técnico, pois muitos trens da companhia são antigos e devem ser substituídos. Acredita que outra licitação poderia encarecer uma nova licitação. ”
Sobre o Consórcio Iesa-Hyundai-Rotem, o executivo informou que ‘foi entregue apenas um trem, que se encontra em testes, ou seja, não está em operação efetiva nas linhas da CPTM’.
“Pode afirmar que serão aplicadas multas em relação a todos os demais 29 trens, pois todos estão com o cronograma de entrega atrasado”, declarou Bento Gonçalves.
Segundo o presidente da CPTM, além das multas, o contrato prevê a cobrança de indenização por ‘prejuízos sofridos’ pela contratante, no caso, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, e pela interveniente, a Companhia de Trens.
“Depois que os contratos forem executados, poderá ser apurado o valor total dos eventuais prejuízos sofridos”, disse o presidente da CPTM.
Com a palavra, a CAF
“A CAF não comenta contratos em andamento devido a cláusulas de confidencialidade. ”
Com a palavra, o consórcio
“1) Por que houve atraso na entrega dos trens?
Devido a uma série de eventos ocorridos por conta do pedido de Recuperação Judicial do Grupo Iesa, responsável por mais de 50% do escopo do Contrato, a Hyundai Rotem decidiu assumir integralmente (inclusive os prejuízos causados pelo Grupo Iesa) as obrigações previstas no Contrato de Fornecimento, de forma a manter o compromisso assumido com o Estado de São Paulo.
Neste andar, a Hyundai Rotem precisou executar diversas partes do contrato que antes eram de responsabilidades da Iesa, fazendo-se necessária a construção de planta industrial de 150 mil m2 no Município de Araraquara, Estado de São Paulo (investimento de aproximadamente R$ 100 milhões de reais), reprogramação de atividades e desenvolvimento de soluções que antes eram de responsabilidade do seu parceiro local, sendo necessária a postergação de alguns eventos previstos no cronograma de fabricação dos trens.
2) Quando o Consórcio pretende entregar as composições?
O 1º  Trem Série 9500 chegou às instalações da CPTM no final de Junho de 2016. As demais composições serão entregues gradualmente no decorrer de 2016 e terminarão no final de 2017.
3) Vai recorrer da multa?
A Hyundai Rotem solicitará ao Governo do Estado de São Paulo a reconsideração da aplicação destas multas, uma vez que não deu causa aos referidos atrasos. ”

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Linha 13-Jade será inaugurada antes do Monotrilho de ligação entre terminais do Aeroporto de Guarulhos

Com quatro anos de atraso, a Linha 13-Jade da CPTM, que ligará São Paulo a Guarulhos, deve entrar em operação em 2018 antes da conclusão do Monotrilho que fará a conexão da estação de trem com os principais terminais do Aeroporto de Cumbica.

Como a Futura Estação Aeroporto está sendo construída próxima do Terminal 1, onde ficam as empresas Azul e Passaredo, e a cerca de dois quilômetros dos Terminais 2 e 3, onde operam as grandes companhias nacionais e internacionais, a GRU Aiport, responsável por administrar o aeroporto, anunciou em 2012 que faria um monotrilho para transportar, gratuitamente, passageiros aos seus destinos finais em Cumbica. Até agora, contudo, o projeto ainda não saiu do papel.

Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, a GRU Airport admitiu a membros do governo paulista que levará ao menos 18 meses após a abertura da Estação Aeroporto para concluir o monotrilho. A conclusão da estação está prevista para 2018, junto com toda a Linha 13-Jade, que terá 12,2 km e outras duas estações.

A concessionária não confirmou a informação. Em nota, afirmou que está avaliando as alternativas técnicas para conectar todos os terminais de Guarulhos com a estação da CPTM no sítio aeroportuário. De acordo com a concessionária, "o cronograma do projeto está em linha com o prazo de entrega das obras da Linha 13-Jade".

Em dezembro de 2012, contudo, o então presidente da GRU Airport, Antônio Miguel Marques, disse que a construção do sistema interno de transporte de passageiros começaria até julho de 2013 e seria entregue no 2º Semestre de 2014, antes da conclusão da Linha 13-Jade, também prometida para aquele ano pelo Governador Geraldo Alckmin. À época, o modelo mais provável seria um Monotrilho suspenso, parecido com o dos parques de diversão da Disney World, nos Estados Unidos.

Originalmente, a CPTM pretendia montar a estação dentro do aeroporto, perto dos Terminais 1 e 2, no estacionamento. Em nota, a CPTM informou que "mudou o local de implantação da Estação Aeroporto Guarulhos e a concessionária do aeroporto ficou responsável pelo traslado gratuito dos passageiros até a estação".

Ao todo, a linha terá três estações e fará integração com a Linha 12-Safira na capital. O novo ramal deverá atender cerca 120 mil passageiros por dia.

Fonte da Notícia: Diário do Grande ABC

Linha 13-Jade: Promessa antiga do Governo Estadual

Em nota, a GRU Airport informa que “está avaliando as alternativas técnicas” e que o “cronograma do projeto” —não especificamente do Monotrilho, mas de alguma opção de transferência— “está em linha com o prazo de entrega das obras” da CPTM.

Quatro anos atrás, o próprio grupo havia informado que a escolha mais provável era um monotrilho, “com cerca de dois quilômetros de extensão e custo estimado de US$ 40 milhões”.

Além de receber intenso fluxo de passageiros, o aeroporto de Guarulhos é também o destino de mais de 35 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos.

Por seu porte e pelo vasto número de voos internacionais que oferece, ligá-lo ao centro de São Paulo por trilhos, a exemplo do que acontece em grandes metrópoles internacionais, é uma velha promessa de gestões tucanas.

Idas e Vindas

A conexão ferroviária é anunciada há pelo menos 14 anos. Em 2002, durante campanha pela reeleição, o Governador Geraldo Alckmin manifestava desejo de ter um “Expresso Aeroporto” pronto em 2005.

Tratava-se de um projeto de ligação direta da estação da Luz até Cumbica em 22 minutos. O trem teria local para acomodar bagagem e tarifa estimada à época em R$ 20.

O plano não teve andamento, contudo, e foi reciclado em 2007, já na gestão de José Serra. Prometia-se financiar a obra com recursos do governo federal e da iniciativa privada, com expectativa de entrega em 2010.

Ainda em 2009, no entanto, nova admissão de fracasso: o trem expresso seria incluído no pacote de obras para o país receber a Copa de 2014, mas não houve empresas interessadas no projeto.

Por fim, em 2011, outra vez sob o comando de Alckmin, o governo paulista abandonou a ideia do trem expresso e optou por expandir a malha da CPTM até Guarulhos, com a criação da Linha 13-Jade.

Desde então, houve ao menos três atrasos em relação aos prazos de entrega da linha, já anunciada para 2014, 2015 e 2016. 

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

terça-feira, 26 de julho de 2016

Alterações em projetos adiam modernizações de estações da Linha 10-Turquesa

Mudança no escopo do projeto de modernização de estações da CPTM deve adiar, mais uma vez, a reforma das paradas da Linha 10-Turquesa, responsável por atender demanda diária de 200 mil usuários na região. A previsão inicial era que o edital para as reconstruções fosse publicado em meados de 2015, entretanto, até a presente data nem sequer o termo de compromisso com o Governo Federal foi assinado.
 
De acordo com a CPTM, após diversos impasses na aprovação do projeto por parte do Ministério das Cidades, a companhia optou por protocolar, no dia 28/04/2016, pedido de alteração no programa inicial, elevando o número de estações a serem atendidas com melhorias de 18 para 39. A CPTM não soube informar o novo valor solicitado ao Governo Federal para as obras. Antes da mudança, o aporte pedido era de R$ 590 milhões.

Embora tal mudança tenha sido uma oportunidade para a CPTM zerar pendências de documentos, o Ministério das Cidades acabou por solicitar, em Junho de 2016, esclarecimentos adicionais a respeito do novo pedido. Entre as pendências que devem ser resolvidas estão ausência da documentação técnica, problemas na apresentação de manifestação do órgão ambiental aplicável e documentos jurídicos.

No momento, o documento solicitado está sendo preparado pela CPTM para envio ao Ministério da Cidades. Entretanto, a companhia não citou cronograma para fechar esse processo.

Projeto

Com arquitetura moderna, o projeto das estações prevê instalação de plataformas totalmente cobertas, escadas rolantes e de todos os itens de acessibilidade (elevadores, rampas, pisos podotáteis e mapas em Braile), além de assentos, banheiros públicos comuns e sanitários exclusivos para pessoas portadoras de deficiência.

As mudanças são antigas reivindicações dos usuários do sistema de transporte. Atualmente, moradores do Grande ABC representam 7% do total de passageiros da CPTM. De Janeiro a Outubro de 2015, mais de 694 milhões de pessoas usaram o modal, que atende 22 municípios, engloba seis linhas e 92 paradas.

Reforma de paradas é vista de forma positiva por usuários

Usuários do sistema da CPTM comemoram a possível modernização de estações da Linha 10-Turquesa . Na avaliação dos passageiros, a reforma deve otimizar o serviço oferecido para a população.

“Faz tempo que eles não realizam mudanças (no sistema). Acho que será ótimo para os passageiros, principalmente a inclusão de escadas rolantes”, relata a monitora Camila Araújo, 26 anos.

Para a analista de recursos humanos Amanda Garcia Martins, 32, a reforma deverá, inclusive, elevar a quantidade de passageiros da CPTM. “Tenho certeza que essas melhorias devem incentivar as pessoas a deixarem o carro em casa para usar o sistema de trens como meio de se locomover, igual vemos na Capital com as estações do Metrô.”  

Fonte da Notícia: Diário do Grande ABC

Obras do VLT da Baixada Santista completam 2 anos de atraso

A placa instalada em um local estratégico, entre a Avenida Ana Costa e a Avenida General Francisco Glicério, em Santos, aponta uma data ultrapassada para o término da obra. Anunciada com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin em 29/05/2013, a construção da 1ª Fase do VLT segue a passos lentos na Baixada Santista. A entrega do equipamento está atrasada em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção.

Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em Outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Paralisações

Os questionamentos do Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias, implicou em atrasos de oito meses para o início das obras no trecho de Santos.

O Gaema, órgão do Ministério Público, também questionou o andamento dos trabalhos no canteiro central, no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre os canais 1 e 3, sob o entendimento que o licenciamento ambiental valeria para a linha férrea. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.

Outros entraves relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente também alteraram o andamento das obras civis.

Tribunal de Contas do Estado

Uma publicação no Diário Oficial do Estado estipulou o prazo de quinze dias para que a EMTU preste informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do VLT, em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos.

Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).

Em nota, a EMTU afirma que sempre que questionada, presta todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado. A nova solicitação será respondida dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Valores

As obras do VLT já consumiram R$ 714,1 milhões. Os acréscimos nos valores também foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado.

De acordo com a EMTU, foram empenhados R$ 391 milhões referentes a obras civis de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos; R$ 88 milhões em obras complementares e R$112 milhões a obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello, em Santos, até o Pátio Porto.

Além disso, foi necessário aditivo de no contrato de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, semaforização, controle de arrecadação e de passageiros. O valor deste contrato é de R$123,1 milhões.

2ª Fase

Em fase de licenciamento e com ­previsão de abertura de ­licitação no final deSetembro de 2016 , o segundo ­trecho de obras do VLT deve contar com 13 estações e 8 km de extensão. O traçado original do empreendimento sofreu alterações.

Também devem ocorrer desapropriações. De acordo com o projeto apresentado, as composições passarão por um trecho da Avenida Conselheiro Nébias e por ruas como Campos Mello, Constituição, Luís de Camões, Amador ­Bueno e João Pessoa.

O VLT

A operação do VLT da Baixada Santista teve início em Abril de 2015 (o primeiro prazo era Junho de 2014) e atualmente das 15 estações previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, 10 foram entregues e nove já estão em operação em 6,5 km de via que ligam as duas cidades. Em Outubro de 2016 todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.

Atualmente, 14 dos 22 trens foram entregues e o 15º está previsto para chegar em junho. O restante entrará em operação até 2017.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

CPTM terá que pagar R$ 1 bilhão em indenizações para empresários de Francisco Morato e Franco da Rocha

Uma briga judicial que começou há sete anos pode ter um final feliz para empresários e comerciantes de Francisco Morato e Franco da Rocha, isso porque o Supremo Tribunal Federal decidiu que eles têm direito a uma reparação financeira pela CPTM, que pode passar de R$ 1 bilhão.

A briga começou após a CPTM despejar os comerciantes que ficavam nas terras em volta das estações de ambas as cidades, segundo o empresário Artur Palice, as terras pertencem à empresa dele, já a CPTM alegava ser a dona do local. Foi então que se iniciou uma batalha judicial para definir o verdadeiro dono destas terras.

A sentença do STF detalha que o imóvel pertence à empresa de Artur desde 1922, uma circunstância que, embora explícita, é insistentemente ignorada pela CPTM. O caso então chegou a Suprema Corte, onde o ministro Marco Aurélio Mello também deu ganho de causa ao empresário.

Em conversa com Kennedy Enio, familiar de um comerciante de Francisco Morato que teve seu imóvel desapropriado, eles nos explicou como funcionava a relação entre os comerciantes e a CPTM: “toda comunicação se deu basicamente por informes judiciais ou por representações de advogados. Apesar das tentativas, sem sucesso, de contatos diretos. Com raras exceções conseguimos falar com representantes, mas tão igualmente sem sucesso. Só existiram na verdade algumas negociações de prazos para entrega das chaves. E uma série de imposições para que essa data fosse prolongada por mais alguns meses.”

Sobre a ação judicial Kennedy disse que o processo que envolve sua família está aberto desde a primeira iniciativa da CPTM em se apropriar do local, que foi por volta de 2007. “Nessa época ninguém nem pensava em indenização. Somente, manter as lojas. A indenização se fez necessária após as ações de despejo e as consequentes demolições. Eu penso que, embora útil e justo, o valor da indenização não tem tanta prioridade quanto o simples desejo de todos de reaver o direito de reconstruir suas lojas e casas. Também penso que como ocorrido nas estadualizações das ferrovias de RJ e MG, as possíveis indenizações podem demorar décadas para serem julgadas e outras décadas para serem pagas.”

Em 2009, os imóveis da empresa de Artur eram avaliados em R$ 500 milhões. Isso sem contar as centenas de comerciantes afetados na região. Se todos pedirem indenização para a CPTM, a estatal poderá ter de pagar uma multa bilionária. Vale ressaltar que mesmo tendo desapropriado os imóveis, a CPTM não fez nada com as terras além de largá-las com matos e os entulhos dos imóveis que derrubou.

Fonte da Notícia: O Moratense

Ligação da Linha 13-Jade com o Aeroporto Internacional de Guarulhos será improvisada

Após sucessivos atrasos, a ligação sobre trilhos entre a cidade de São Paulo e o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, deve ser inaugurada no 1º Semestre de 2018. Mas os passageiros otimistas com o novo prazo já devem se preparar para lidar com improvisos no trajeto do desembarque do trem à entrada dos terminais de voo.

A chegada pela nova linha da CPTM será numa estação perto do Terminal 1 (com voos da Azul e da Passaredo), mas longe dos principais embarques a cerca de 2 km do Terminal 2 e a 3 km do Terminal 3.

Pelo acordo firmado com a gestão Geraldo Alckmin, a concessionária do aeroporto prometia um monotrilho para fazer essa transferência. Mas a obra, orçada em US$ 40 milhões, nem sequer começou e não deverá ficar pronta a tempo.

Segundo a Folha de São Paulo apurou, a GRU Airport, responsável pelo aeroporto desde 2012, admitiu a membros do Governo que levará pelo menos 18 meses a mais que a abertura da estação para concluir o monotrilho e transportar, gratuitamente, passageiros aos seus destinos finais em Cumbica.
 
Uma alternativa provisória mencionada por técnicos da companhia seria a extensão do ônibus entre terminais até a estação da CPTM.

Pesa contra essa ideia, contudo, o descompasso entre a quantidade de pessoas transportadas por um trem (até 2.600) e por um ônibus (até 80), além do atual intervalo de até 15 minutos entre as viagens entre terminais. Um monotrilho tem capacidade para transportar mais de 400 pessoas por deslocamento.

O projeto original do Estado previa a construção da estação em distância que os passageiros pudessem caminhar até as áreas de check-in. Ele acabou revisto após a decisão da concessionária de construir um shopping no local escolhido e seu compromisso de, em troca, transportar os usuários aos terminais.
 
A viagem de trem do centro de SP até Cumbica deve levar aproximadamente meia hora. O intervalo de partida entre os trens será de oito minutos. A tarifa será igual à do resto do sistema metroferroviário atualmente em R$ 3,80

Um ônibus executivo para esse trajeto custa R$ 45,50. Atualmente, a única opção para quem deseja ir até Cumbica usando transporte público coletivo é um ônibus da EMTU que sai da Estação Tatuapé, com preço de R$ 5,55.

Em construção

Linha 13-Jade só vai chegar até o Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Guarulhos
 
Com a futura obra, a integração entre metrô e trem será feita na estação Brás, onde o passageiro deverá pegar a Linha 12-Safira até a Estação Engenheiro Goulart, ponto inicial da nova linha, na Zona Leste de São Paulo. De lá, seguirá por 12 km pela Linha 13-Jade até Cumbica.

Para chegar ao destino final, a obra precisa superar desafios de engenharia, como a Folha de São Paulo verificou na primeira visita monitorada à Linha 13-Jade. Haverá pontes sobre o Rio Tietê, sobre o Rio Baquirivu, já em Guarulhos, e sobre as Rodovias Ayrton Senna, Dutra e Hélio Smidt que dá acesso ao aeroporto.

O investimento do Estado nas obras é de R$ 1,8 bilhão. As estimativas iniciais previam 130.000 pessoas transportadas por dia na nova linha, mas técnicos avaliam que a demanda hoje tende a ser maior, entre passageiros e funcionários do aeroporto.
 
Em nota, a GRU Airport informa que "está avaliando as alternativas técnicas" e que o "cronograma do projeto" não especificamente do monotrilho, mas de alguma opção de transferência"está em linha com o prazo de entrega das obras" da CPTM.

Quatro anos atrás, o próprio grupo havia informado que a escolha mais provável era um monotrilho, "com cerca de dois quilômetros de extensão e custo estimado de US$ 40 milhões".

Além de receber intenso fluxo de passageiros, o aeroporto de Guarulhos é também o destino de mais de 35.000 trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Por seu porte e pelo vasto número de voos internacionais que oferece, ligá-lo ao centro de São Paulo por trilhos, a exemplo do que acontece em grandes metrópoles internacionais, é uma velha promessa de gestões tucanas.

A conexão ferroviária é anunciada há pelo menos 14 anos. Em 2002, durante campanha pela reeleição, o Governador Geraldo Alckmin manifestava desejo de ter um "Expresso Aeroporto" pronto em 2005. Tratava-se de um projeto de ligação direta da estação da Luz até Cumbica em 22 minutos. O trem teria local para acomodar bagagem e tarifa estimada à época em R$ 20,00.

O plano não teve andamento, contudo, e foi reciclado em 2007, já na gestão de José Serra. Prometia-se financiar a obra com recursos do governo federal e da iniciativa privada, com expectativa de entrega em 2010. Ainda em 2009, no entanto, nova admissão de fracasso: o trem expresso seria incluído no pacote de obras para o país receber a Copa de 2014, mas não houve empresas interessadas no projeto.

Por fim, em 2011, outra vez sob o comando de Alckmin, o governo paulista abandonou a ideia do trem expresso e optou por expandir a malha da CPTM até Guarulhos, com a criação da Linha 13-Jade. Desde então, houve ao menos três atrasos em relação aos prazos de entrega da linha, já anunciada para 2014, 2015 e 2016.

Fonte da Notícia: Folha de São Paulo

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ligação entre Linha 13-Jade e Aeroporto Internacional de Guarulhos será improvisada

Após sucessivos atrasos, a ligação sobre trilhos entre a cidade de São Paulo e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, deve ser inaugurada no 1º Semestre de 2018. Mas os passageiros otimistas com o novo prazo já devem se preparar para lidar com improvisos no trajeto do desembarque do trem à entrada dos terminais de voo.
A chegada pela nova linha da CPTM será numa estação perto do terminal 1 (com voos da Azul e da Passaredo), mas longe dos principais embarques –a cerca de 2 km do terminal 2 e a 3 km do terminal 3.
Pelo acordo firmado com a gestão Geraldo Alckmin, a concessionária do aeroporto prometia um monotrilho para fazer essa transferência. Mas a obra, orçada em US$ 40 milhões, nem sequer começou –e não deverá ficar pronta a tempo.
Segundo a Folha apurou, a GRU Airport, responsável pelo Aeroporto desde 2012, admitiu a membros do governo que levará pelo menos 18 meses a mais que a abertura da estação para concluir o monotrilho e transportar, gratuitamente, passageiros aos seus destinos finais em Cumbica.
Uma alternativa provisória mencionada por técnicos da companhia seria a extensão do ônibus entre terminais até a estação da CPTM.
Pesa contra essa ideia, contudo, o descompasso entre a quantidade de pessoas transportadas por um trem (até 2.600) e por um ônibus (até 80), além do atual intervalo de até 15 minutos entre as viagens entre terminais. Um monotrilho tem capacidade para transportar mais de 400 pessoas por deslocamento.
Em nota, a GRU Airport afirmou que "está avaliando as alternativas técnicas" e que o "cronograma do projeto" –não especificamente do monotrilho, mas de alguma opção de transferência– "está em linha com o prazo de entrega das obras" da CPTM.
O projeto original do Estado previa a construção da estação em distância que os passageiros pudessem caminhar até as áreas de check-in. Ele acabou revisto após a decisão da concessionária de construir um shopping no local escolhido e seu compromisso de, em troca, transportar os usuários aos terminais.
Ligação com o Centro de São Paulo
A viagem de trem do Centro de São Paulo até Cumbica deve levar aproximadamente meia hora. O intervalo de partida entre os trens será de oito minutos. A tarifa será igual à do resto do sistema metroferroviário –atualmente em R$ 3,80.
Um ônibus executivo para esse trajeto custa R$ 45,50. Atualmente, a única opção para quem deseja ir até Cumbica usando transporte público coletivo é um ônibus da EMTU que sai da Estação Tatuapé, com preço de R$ 5,55.
Com a futura obra, a integração entre metrô e trem será feita na estação Brás, onde o passageiro deverá pegar a Linha 12-Safira até a Estação Engenheiro Goulart, ponto inicial da nova linha, na zona leste de São Paulo. De lá, seguirá por 12 km pela Linha 13-Jade até Cumbica.
Para chegar ao destino final, a obra precisa superar desafios de engenharia, como a Folha de São Paulo verificou na primeira visita monitorada à Linha 13-Jade. Haverá pontes sobre o Rio Tietê, sobre o Rio Baquirivu, já em Guarulhos, e sobre as Rodovias Ayrton Senna, Dutra e Hélio Smidt –que dá acesso ao aeroporto.
O investimento do Estado nas obras é de R$ 1,8 bilhão. As estimativas iniciais previam 130 mil pessoas transportadas por dia na nova linha –mas técnicos avaliam que a demanda hoje tende a ser maior, entre passageiros e funcionários do aeroporto.
Promessa antiga
Em nota, a GRU Airport informa que "está avaliando as alternativas técnicas" e que o "cronograma do projeto" –não especificamente do monotrilho, mas de alguma opção de transferência– "está em linha com o prazo de entrega das obras" da CPTM.
Quatro anos atrás, o próprio grupo havia informado que a escolha mais provável era um monotrilho, "com cerca de dois quilômetros de extensão e custo estimado de US$ 40 milhões".
Além de receber intenso fluxo de passageiros, o aeroporto de Guarulhos é também o destino de mais de 35 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Por seu porte e pelo vasto número de voos internacionais que oferece, ligá-lo ao centro de São Paulo por trilhos, a exemplo do que acontece em grandes metrópoles internacionais, é uma velha promessa de gestões tucanas.
Idas e vindas
A conexão ferroviária é anunciada há pelo menos 14 anos. Em 2002, durante campanha pela reeleição, o Governador Geraldo Alckmin  manifestava desejo de ter um "Expresso Aeroporto" pronto em 2005. Tratava-se de um projeto de ligação direta da estação da Luz até Cumbica em 22 minutos. O trem teria local para acomodar bagagem e tarifa estimada à época em R$ 20.
O plano não teve andamento, contudo, e foi reciclado em 2007, já na gestão de José Serra. Prometia-se financiar a obra com recursos do Governo Federal e da iniciativa privada, com expectativa de entrega em 2010. Ainda em 2009, no entanto, nova admissão de fracasso: o trem expresso seria incluído no pacote de obras para o país receber a Copa do Mundo de 2014, mas não houve empresas interessadas no projeto.
Por fim, em 2011, outra vez sob o comando de Alckmin, o governo paulista abandonou a ideia do trem expresso e optou por expandir a malha da CPTM até Guarulhos, com a criação da Linha 13-Jade. Desde então, houve ao menos três atrasos em relação aos prazos de entrega da linha, já anunciada para 2014, 2015 e 2016.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

terça-feira, 12 de julho de 2016

VLT da Baixada Santista e EMTU correm o risco de não serem interligados em 2016

Anunciada pela EMTU para ser concretizada até Novembro de 2016, a integração entre os sistemas municipais de transportes de São Vicente e de Santos com o VLT que liga as duas cidades pode ficar incompleta dentro do prazo determinado.

Com os ônibus municipais em Santos não há problemas, já que as linhas são operadas pelo mesmo grupo responsável pelo VLT, de Constantino Oliveira.

Mas a dúvida está em relação ao sistema de São Vicente.

Os serviços municipais em São Vicente são prestados por lotações e, de acordo com a prefeitura, a frota não está preparada para o novo sistema integrado.

O poder público havia imposto limite até este mês de Julho de 2016 para a substituição das atuais vans por micro-ônibus.

No entanto, uma lei aprovada ela Câmara Municipal ampliou o prazo para o dia 31/12/2016

O argumento da Prefeitura é que as vans não oferecem condições técnicas para integração.

Seriam necessários veículos de maior porte com duas portas e que tenham acessibilidade, exigências do Contran e da EMTU para a integração.

Além disso, o sistema de bilhetagem atual é arcaico. Hoje não existe o chamado travamento de catracas. O cálculo dos bilhetes é feito por amostragem, o que impede o uso de um cartão único de forma integrada já que o sistema não permite uma definição exata sobre o valor da tarifa.

Dos atuais 349 lotações que prestam serviços em São Vicente, apenas 206 são micro-ônibus, ou seja, em torno de 59% dos veículos.

A Prefeitura acredita que não será possível a substituição da frota no prazo estimado pela EMTU.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus

quinta-feira, 7 de julho de 2016

VLT da Baixada Santista corre o risco de não ganhar integração com EMTU em 2016

São Vicente corre o risco de não conseguir cumprir até o final de 2016 a integração do transporte público municipal com o sistema do VLT da Baixada Santista . O alerta é dado pela própria Prefeitura, em razão do adiamento do prazo de renovação da frota de lotações. Inicialmente, essa mudança estava prevista para Julho de 2016, mas uma lei aprovada pela Câmara Municipal estendeu o limite até 31/12/2016 

Como a intenção da EMTU é dar início à integração com as linhas municipais em novembro, a Secretaria Municipal de Transportes entende que não será possível atender plenamente aos padrões de adequações necessários para tal serviço. Para isso, segundo a Prefeitura, seria necessário que toda a frota fosse composta por micro-ônibus, o que não ocorre atualmente.

São três os motivos principais que sustentam esse receio. O primeiro é o fato de que o sistema ainda não conta com o chamado travamento das catracas. Ou seja, o cálculo de quantos bilhetes foram comercializados é feito por amostragem, o que impede uma definição exata sobre o valor da tarifa do transporte integrado, por exemplo. Essa questão também inviabilizaria o uso de um cartão único.

A segunda questão é uma exigência do Contran, que a partir deste ano passará a exigir a acessibilidade dos veículos de transporte municipal. No caso de vans, nem todas possuem capacidade para atender tal cobrança, especialmente com os elevadores para cadeiras de rodas.

O último ponto é a necessidade de duas portas nos meios de transporte. Caso essa exigência não seja atendida, haverá formação de filas, pois quem está para descer e quem sobe no veículo precisam usar a mesma porta. Hoje, das 349 lotações da frota, 206 estão no padrão, ou seja, 59% dos veículos.

Obstáculo
 
“Nós tínhamos um cronograma, uma intenção de padronizar toda a frota com micro-ônibus até o mês de julho. Depois, teríamos alguns meses para discutir valores das tarifas, itinerários e fazer os ajustes necessários. Mas essa lei complicou o nosso projeto e, hoje, há, sim, o risco de não conseguirmos cumprir a adequação para a integração até outubro”, comenta o chefe de gabinete da Setrans, Ricardo Nascimento.

O Prefeito Luís Cláudio Bili em visita a A Tribuna, há uma semana, admitiu a preocupação da Prefeitura em relação à integração. “Nós precisamos dar acessibilidade, e as vans não têm catraca. Se o modal não estiver consolidado, não tem como fazer a integração com o VLT”, disse.

Bili afirmou que o Município entrou na Justiça com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei, apresentada pelo Vereador Pedro Gouvêa

“Estamos esperando uma liminar. Eles (donos de lotações) não podem reclamar dos prazos, porque foram informados e cobrados várias vezes. E continuamos orientando as associações para incentivarem a adequação”, completou.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária