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terça-feira, 26 de julho de 2016

Passageira é racista e acusa homem negro de roubo na Linha 10-Turquesa

Um vídeo divulgado no Facebook mostra a realidade de muitas pessoas negras no Brasil. Embora muita gente se gabe de viver num país “sem preconceitos“, qualquer um vê que isso está longe de ser verdade. O caso desta mulher que acusou um homem negro de roubar seu celular no trem é prova disso.

O vídeo foi compartilhado pela página Carioquice Negra e mostra uma mulher discutindo com um homem negro, que provavelmente não é brasileiro. Apesar de o áudio estar um pouco falho, é possível perceber que ela o acusa de ter roubado seu celular, enquanto ele diz que comprou o dele em uma loja. A cena foi registrada por outro passageiro do trem.

Durante a conversa, a mulher sugere que o homem comprove que não pegou nada e chega a dizer que vai chamar a polícia. É aí que ela começa a mexer na própria bolsa novamente e adivinha o que ela encontra lá dentro? É isso mesmo, seu celular, que nunca havia saído dali!

Quando isso acontece os passageiros, que até então estavam calados diante da cena, passam a se manifestar e sugerem que o homem acusado injustamente deveria processá-la por racismo. “A senhora é racista. Por que, entre todas as pessoas, você acusou logo ele, que é negro?“, diz um dos passageiros, ao que ela responde: “Eu não sou racista. Meu marido é negro“.

A cena é vergonhosa, mas acaba escancarando uma questão que já é comum na vida de muitos negros no Brasil e mostra o quanto ainda podemos melhorar enquanto sociedade em relação ao racismo.

Fonte da Notícia: Portal Terra

quinta-feira, 10 de março de 2016

Funcionários da CAF e da Alstom são acusados de cartel na CPTM

Trem Série 8000 na Linha 8-Diamante da CPTM
O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça funcionários das empresas Alstom e CAF por formação de cartel em licitação para aquisição e manutenção de trens para a CPTM

Segundo a denúncia do promotor Marcelo Mendroni, a partir do mês de Setembro de 2009, os denunciados passaram a conversar e discutir a divisão do escopo do projeto aquisição e manutenção dos trens. “[Os denunciados] formaram conluios para evitar a efetiva concorrência, por consórcio, ou individualmente, mas sempre com divisões pré-determinadas do objeto do contrato”, diz o promotor. 

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O grupo teria feito ainda acordos, convênios, ajustes e alianças, como ofertantes, mediante fixação artificial de preços para fornecimento e instalação de sistemas para transporte sobre trilhos. 

Da Alstom, os denunciados são Antonio Oporto, Cesar Ponce de León, Isidro Ramon Fondevila Quinonero, Luiz Fernando Ferrari e Wagner Tadeu Ribeiro, por crime contra a ordem econômica. Da CAF, foram denunciados por crime contra a ordem econômica e contra a administração pública Agenor Marinho Contente Filho e Guzmán Martín Díaz. 

De acordo com o MPSP, os denunciados, representando suas empresas, violaram as leis naturais da economia, especialmente a da livre concorrência, já que, por meio de acordos fraudulentos, pretendiam estabelecer e direcionar consórcios e concorrentes individuais em vencedores e perdedores. 

Estavam interessados inicialmente na licitação o grupo formado pelas empresas Bombardier, Siemens, Tejofran e Mitsui; a empresa CAF e o grupo formado pela Alstom e pela MGE. Ao final, no entanto, somente a CAF apresentou proposta. 

Os denunciados direcionavam a licitação para saber previamente qual concorrente seria a vencedora, “o que fazia com que as outras empresas que participavam do cartel ofertassem suas propostas a preços superiores ou simplesmente não participassem da concorrência na referida licitação, deixando de oferecer proposta”, disse o MPSP. Segundo a promotoria, uma das consequências foi o superfaturamento do preço final contratado. 

Em nota, a Alstom diz que colabora com as autoridades sempre que solicitada e reafirma que opera de acordo com o código de ética e com todas as leis e regulamentos dos países onde atua. A empresa acrescenta que não teve acesso a essa denúncia e que, por isso, não fará comentários sobre ela. 

Em comunicado, a CAF reitera que tem colaborado com as autoridades no fornecimento de todas as informações, quando solicitadas, e que atua estritamente dentro da legislação brasileira. 

Fonte da Notícia: Portal Terra 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor