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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Governo estuda interligar VLT com Barcas na Baixada Santista

Composição do VLT da Baixada Santista
A Secretaria de Transportes Metropolitanos avalia integrar o VLT da Baixada Santista com o sistema de barcas na travessia Santos e Guarujá. A informação foi confirmada pelo Secretário Estadual Clodoaldo Pelissioni dia 06/05/2016, em Santos.

O titular da pasta deve se reunir com representantes da Dersa, responsável pelas embarcações. Não foram definidos ainda modelos de integração e valores em descontos entre os sistemas, mas o diretor da EMTU, Joaquim Lopes, deu pistas de como seria a conexão.

“O sonho de todo transporteiro é poder viajar para todo lugar com um único cartão. Tem que discutir o protocolo e estender para a barca uma catraca dessas, que converse com o nosso sistema”, pontuou Lopes.

Fonte da Notícia e Imagem: Portal Via Trólebus

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Governo planeja interligação entre linhas da CPTM e do Metrô



Trem Série 7000 da CPTM
Tanto nos planos oficiais quanto para especialistas em trânsito e ambiente, há um consenso: o espaço para os carros precisa ser reduzido.

Não cabem mais carros em São Paulo. Nos dias de pior congestionamento, há 1 milhão de veículos na rua, diz Marcos Kiyoto, mestre em planejamento urbano.

Uma das previsões é que São Paulo terá, além do Rodoanel, outros dois círculos em torno da cidade, mas para o transporte sobre trilhos.

O Metrô planeja criar uma espécie de anel ao redor do centro expandido, ao somar a extensão da Linha 2-Verde (Vila Prudente-Dutra) às Futuras Linhas 23-Magenta (Dutra-Lapa) e 20 (Lapa-Moema).

No papel, essa seria a realidade de 2030. Pelo ritmo atual, no entanto, o anel metroviário deve ficar para bem depois disso. Hoje, há outras duas linhas do Metrô em construção (6-Laranja e 17-Ouro), quatro em ampliação (2-Verde, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata) e atrasos acumulados. O mais recente deve-se à suspensão do contrato de construção da Linha 17-Ouro, de Monotrilho.

O outro arco, previsto pela CPTM, é mais amplo e ligará Alphaville a Guarulhos, passando pelo ABC.

As linhas circulares colaboram para reduzir o movimento na região central, destaca o plano Atualização de Rede Metropolitana, de 2013, que serve como referência para a expansão dos trilhos na Grande São Paulo.

Garagem

Para tentar facilitar a opção da população pelo transporte público, a construção de garagens próximas a terminais e estações é incentivada pelo Plano Diretor.

Nas áreas centrais, porém, o plano propõe o oposto: estipula que os novos prédios tenham menos pontos de estacionamento e que o espaço das vagas na rua seja transformado em ciclovias ou usado para ampliar calçadas.

Formas de restrição mais contundentes, como pedágio urbano e ampliação do rodízio, não são citadas. O projeto é investir pesado em ciclovia e transporte público. O uso do carro vai sendo desestimulado pelo custo de ficar no congestionamento, cuja tendência é piorar, avalia Jilmar Tatto, secretário municipal de Transportes.

Para os ônibus, a proposta é continuar a cortar linhas diretas entre bairro e centro. Nesse modelo, veículos menores levam passageiros até pontos de transferência, de onde seguem viagem em ônibus maiores por corredores.

Mais uma vez, o futuro deve chegar com certo atraso: a licitação que fará um rearranjo no sistema de ônibus foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Município e está sendo reelaborada.

Para José Bento Ferreira, professor de engenharia civil da Unesp, contratos e projetos de má qualidade são os principais motivos da demora na expansão da rede de transporte público.

Parte-se de premissas otimistas e mal detalhadas. Durante a obra, surgem imprevistos que geram atrasos e conflitos entre Estado e construtoras sobre quem arcará com os custos extras, diz.

Por meio de políticas de uso do solo, os governos estadual e municipal planejam aproximar trabalho e moradia, o que diminuiria a necessidade de transporte.

Uma das metas do plano SP 2040, lançado na gestão Gilberto Kassab (2006-2012), é que o tempo médio de deslocamento na cidade seja de 30 minutos. Em 2007, quando foi feita a última pesquisa Origem e Destino, as viagens de ônibus duravam em média 68 minutos e as de carro, 37.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária
Imagem de Ricardo Guimarães

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Governador reforça demandas de mobilidade em São Paulo com Ministro dos Transportes

O Governador Geraldo Alckmin se reuniu no Palácio dos Bandeirantes, com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. Na ocasião, foram discutidos importantes projetos de mobilidade para o Estado de São Paulo, como o Rodoanel Norte, o Ferroanel e o Trem Intercidades.

Alckmin reiterou ao ministro a necessidade de investimentos federais para essas obras. Para o Rodoanel Norte, por exemplo, o governador solicitou a efetivação do repasse de R$ 176 milhões previsto no Orçamento Geral da União de 2015 - nenhum repasse ainda foi feito ao longo do ano.

"Destacamos ao ministro a necessidade dos recursos para este ano e para o próximo”, informou Alckmin ao citar a obra do Rodoanel Norte. “É uma obra que está indo muito bem, com 4.700 trabalhadores. Os recursos são importantes para a manutenção dos empregos", explicou Alckmin.

O valor atualizado dos investimentos no Rodoanel Norte é de R$ 6,85 bilhões, sendo R$ 4,30 bilhões em obras e R$ 2,55 bilhões em compensações ambientais, desapropriações, reassentamentos, interferências, projetos, supervisão, gerenciamento, comunicação e obras complementares. Os recursos são originários de convênio entre União e Estado (R$ 2,05 bilhões), Tesouro Estadual (R$ 2,78 bilhões) e BID (empréstimo de R$ 2,01 bilhões).

Com 44 quilômetros de extensão e controle total de acessos, o Rodoanel Norte beneficiará toda a Região Metropolitana de São Paulo, em especial Santana do Parnaíba, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras, Mairiporã, Santa Isabel, Arujá Guarulhos e São Paulo. O empreendimento foi iniciado em Março de 2013 e o término está previsto final de 2017. São 15 mil empregos diretos e indiretos.

Os principais benefícios da obra são desviar e distribuir o tráfego de passagem, sobretudo de caminhões, para o entorno da Região Metropolitana de São Paulo; permitir o acesso mais ágil ao Porto de Santos; diminuir o tempo gasto nos congestionamentos, os gastos com combustível e, consequentemente, a emissão de poluentes; reduzir de 23% do VDM (volume diário médio) de caminhões na marginal Tietê, o que representa 18.300 caminhões por dia.

Trem Intercidades

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, por meio da CPTM, desenvolve projeto para a implantação de serviços de trens regionais ligando a capital paulista e os municípios de Jundiaí, Santos e Sorocaba. O objetivo é resgatar as ligações ferroviárias com novos padrões de desempenho e qualidade.

Durante o encontro entre o governador e o ministro, ficou acertado que haverá uma reunião técnica na próxima semana, em Brasília, para discutir a compatibilização entre os trens de carga e de passageiros.

O Governo do Estado aguarda também a resposta do Governo Federal para dar continuidade ao projeto. Pois a faixa de domínio onde o trem pretende passar, fica em grande parte do trajeto ao lado dos trens de carga sob concessão da União. A documentação foi protocolada em Abril de 2014, em Brasília, e reiterado em Setembro de 2014.

Ao proporcionar essa alternativa de transporte, a população da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ganhará inúmeros benefícios externos como, alternativa de mobilidade, ganho nos tempos de viagem, redução da emissão de CO2, descongestionamento das rodovias e a consequente redução de acidentes automobilísticos.

Ferroanel

O Ferroanel Norte interligará a Estação Perus à Estação Engenheiro Manoel Feio, seguindo até Jundiaí. Durante a reunião no Palácio dos Bandeirantes, o Governo do Estado apresentou duas propostas ao Governo Federal: autorizar a DERSA/SA a fazer o projeto de engenharia considerando uma futura duplicação de via entre Manuel Feio e Perus, além da União assumir o compromisso de executar a obra do Ferroanel.

O Ferroanel objetiva segregar o tráfego ferroviário de cargas, evitando a necessidade de compartilhamento de trilhos com os trens de passageiros. É uma obra do Governo Federal com 52,75 quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 2,3 bilhões. Cerca de 890 mil metros quadrados de área devem ser desapropriados.

A previsão de início ainda não está definida.  O prazo para a conclusão do empreendimento é de 48 meses a partir do começo das obras. Quando estiver completo, o anel ferroviário tangenciará a Região Metropolitana de São Paulo e interligará as regiões de Campinas, Vale do Paraíba e Baixada Santista.

A implantação conjunta dos empreendimentos, em regime de sinergia e mútua cooperação, implicará na otimização de recursos, redução de impactos ambientais e sociais, além da significativa redução de custos (estimado em R$ 1,3 bilhão – não descontados os R$ 332,8 milhões da compatibilização).

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Governador culpa Dilma por atrasos em obras do Metrô e da CPTM

Em visita a São Bernardo essa semana para participar da entrega de ônibus movido a hidrogênio na EMTU, o Governador Geraldo Alckmin tentou justificar porque algumas das principais obras de mobilidade prometidas pelo Estado para o ABC ainda não viraram realidade.
 
Os usuários de transporte coletivo da região ainda aguardam que saiam do papel promessas como a construção da Linha 18-Bronze do Metrô e a reforma de estações da Linha 10-Turquesa da CPTM. São compromissos que já contaram com diversos prazos diferentes, mas que têm em comum o fato de nem ao menos terem começado a sair do papel.

O Governador alegou que as obras estão empacadas por causa da demora no repasse de verbas prometido pelo governo federal. "A Linha 18-Bronze estamos aguardando financiamento. Está no Ministério da Fazenda, na Secretaria do Tesouro Nacional, para poder acelerar as desaprapiações. Espero que agora no início do segundo semestre libere o financiamenteo. Assim que liberar, aceleramos as desapropriações e iniciamos a obra", alega.

Quanto à reforma das estações, a justificativa é a mesma - os R$ 590 milhões prometidos pelo governo federal para a readequação das estações da CPTM ainda não chegaram. "Esperamos que no segundo semestre resolva", afirma Alckmin.

Agenda normal
 
A visita de Alckmin ao ABC marcou a retomada da normalidade da agenda do governador, que durante três meses foi omitida pelo Palácio dos Bandeirantes. Para evitar protestos dos professores - que fizeram neste ano a maior greve da história, com 92 dias de paralisação -, a assessoria do tucano passou a avisar poucos veículos de comunicação sobre os eventos públicos.

Foi assim, por exemplo, na visita do governador ao Poupatempo de Santo André e no início das obras da alça de acesso ao Rodoanel Leste no mês passado.

Fonte da Notícia: Diário da CPTM