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terça-feira, 26 de julho de 2016

Obras do VLT da Baixada Santista completam 2 anos de atraso

A placa instalada em um local estratégico, entre a Avenida Ana Costa e a Avenida General Francisco Glicério, em Santos, aponta uma data ultrapassada para o término da obra. Anunciada com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin em 29/05/2013, a construção da 1ª Fase do VLT segue a passos lentos na Baixada Santista. A entrega do equipamento está atrasada em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção.

Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em Outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Paralisações

Os questionamentos do Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias, implicou em atrasos de oito meses para o início das obras no trecho de Santos.

O Gaema, órgão do Ministério Público, também questionou o andamento dos trabalhos no canteiro central, no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre os canais 1 e 3, sob o entendimento que o licenciamento ambiental valeria para a linha férrea. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.

Outros entraves relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente também alteraram o andamento das obras civis.

Tribunal de Contas do Estado

Uma publicação no Diário Oficial do Estado estipulou o prazo de quinze dias para que a EMTU preste informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do VLT, em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos.

Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).

Em nota, a EMTU afirma que sempre que questionada, presta todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado. A nova solicitação será respondida dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Valores

As obras do VLT já consumiram R$ 714,1 milhões. Os acréscimos nos valores também foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado.

De acordo com a EMTU, foram empenhados R$ 391 milhões referentes a obras civis de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos; R$ 88 milhões em obras complementares e R$112 milhões a obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello, em Santos, até o Pátio Porto.

Além disso, foi necessário aditivo de no contrato de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, semaforização, controle de arrecadação e de passageiros. O valor deste contrato é de R$123,1 milhões.

2ª Fase

Em fase de licenciamento e com ­previsão de abertura de ­licitação no final deSetembro de 2016 , o segundo ­trecho de obras do VLT deve contar com 13 estações e 8 km de extensão. O traçado original do empreendimento sofreu alterações.

Também devem ocorrer desapropriações. De acordo com o projeto apresentado, as composições passarão por um trecho da Avenida Conselheiro Nébias e por ruas como Campos Mello, Constituição, Luís de Camões, Amador ­Bueno e João Pessoa.

O VLT

A operação do VLT da Baixada Santista teve início em Abril de 2015 (o primeiro prazo era Junho de 2014) e atualmente das 15 estações previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, 10 foram entregues e nove já estão em operação em 6,5 km de via que ligam as duas cidades. Em Outubro de 2016 todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.

Atualmente, 14 dos 22 trens foram entregues e o 15º está previsto para chegar em junho. O restante entrará em operação até 2017.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Governo entrega CCO do VLT da Baixada Santista

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Painel do novo CCO do VLT da Baixada Santista
O Governo Estadual entregou o CCO do VLT da Baixada Santista ontem (15/06/2016). O prédio deve abrigar a nova sede da Gerência Regional da EMTU.

Entre os equipamentos, estão nove consoles para o controle da operação dos veículos, sistemas de energia, movimentação eletrônica dos passageiros (embarque e desembarque) e segurança das estações e vias, além de um painel sinóptico de 9,5 metros de comprimento por dois metros de altura.

Faz parte do mesmo complexo, um pátio de manutenção e estacionamento com capacidade para 33 VLTs, além de toda área de manutenção.

Os trens são operados por condutores cujo o CCO determina localização, interferência dos semáforos e tempo de parada nas estações com o auxílio de sensores.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem: VLT Baixada Santista

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CPTM irá rever cronograma de troca de sinalização em todas as linhas

Trem Série 7500 da CPTM
Semana passada, foi divulgado o atraso na implantação no sistema de sinalização nas seis linhas da CPTM, que deviam ser finalizadas até 2012.

A assessoria de Imprensa da companhia entrou em contato conosco, e informou que os trabalhos estão temporariamente suspensos por questões financeiras.

“Os novos sistemas de sinalização estão parcialmente implantados em várias linhas. A CPTM suspendeu temporariamente a execução dos contratos em razão de readequação financeira, o que exigirá mudanças no cronograma”, diz a nota da CPTM.

A troca da tecnologia que controla a movimentação dos trens, junto com as 65 novas composições que estão sendo fabricadas, vai permitir a redução do intervalo para 3 minutos. Os contratos preveem a instalação do ATC, nas Linhas 7-Rubi, 9-Esmeralda e 12-Safira e do CBTC na Linha 8-Diamante, 10-Turquesa e 11-Coral.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem de Derick Toshiba

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Implantação de ATC e CBTC segue atrasada em todas as linhas da CPTM

Trem Série 2100 na Estação da Luz (Linha 10-Turquesa)
A instalação e operação dos novos sistemas de sinalização das seis linhas da CPTM esta atrasada.

Os prazos para as mudanças de tecnologia que devem permitir a redução dos intervalos nos 260 km de linhas metropolitanas, foram dadas a partir de 2007, e até 2012 todos as ligações ferroviárias deveriam contar com a nova funcionalidade.

Em 2007, a Companhia fechou financiamento do Bird para implantar o chamado ATC nas Linhas 7-Rubi, 9-Esmeralda e 12-Safira no valor à época de R$ 200 milhões, ganho por o consórcio formado por Efacec e Union Switch. Nessas linhas, o intervalo entre os trens deveria ter caído para 4 minutos no fim de 2010, mas houve atrasos sendo que apenas a Linha 9-Esmeralda, que teve a sinalização instalada, tem este intervalo nos trecho entre Pinheiros e Jurubatuba no horário de pico. Em 2014, a CPTM deu um novo prazo pra 2015.

Já em 2009 a CPTM assinou um contrato de € 280 milhões com um consórcio formado pelas espanholas Dimetronic e Infoglobal e pela brasileira MPE Montagens e Projetos Especiais. Este contrato prevê a implantação de um novo sistema de sinalização e controle de tráfego, o chamado CBTC, nas Linhas 8-Diamante, 10-Turquesa e 11-Coral.

Naquele ano, as Linhas 8-Diamante e 11-Coral tinham o prazo de 18 meses, ou seja, 2012 para finalização dos trabalhos a partir da assinatura do contrato. Na Linha 10-Turquesa, o prazo era de 18 meses após terminada a instalação nas Linhas 8-Diamante e 11-Coral
 
A CPTM informa em nota que o cronograma será reformulado. “Os novos sistemas de sinalização estão parcialmente implantados em várias linhas. A CPTM suspendeu temporariamente a execução dos contratos em razão de readequação financeira, o que exigirá mudanças no cronograma”, diz a CPTM.
 
Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Diego Silva