Foto ao Lado: Estações Lotadas após a Pane Geral do último sábado dia 06.04.2013
Especialistas consultados por um jornal questionaram a vulnerabilidade
do local, que controla todo o sistema de trens. “O sistema inteiro parar
por causa de uma bateria é uma fragilidade monstruosa”, disse o
especialista em sistema ferroviário e consultor do Sinferp, Rogério
Centofanti.
“São necessários sistemas paralelos para que uma nova falha, que pode
ocorrer do mesmo jeito, não paralise tudo”, falou Centofanti.
“Graças a Deus que isso não ocorreu em uma segunda-feira”, disse o
especialista em planejamento e transportes e professor da USP Telmo
Giolito Porto. Para Porto, porém, não houve risco aos passageiros.
“Os sistemas mais vitais de segurança, que chamamos de ‘fail-safe’ (à
prova de falhas), não ficam no Centro de Controle Operacional e sim nos
trens e nas estações”, disse Porto.
“O que ocorreu foi um problema imprevisível, um fio de cobre de 50
centavos em um sistema secundário. Como é o no-break, pode ter sido o
responsável. Isso pode ter ocorrido por falhas na instalação ou na
manutenção. Cabe à investigação determinar isso”, afirmou o professor da
USP.
“Parar o serviço foi a melhor decisão para evitar tumultos, o que certamente ocorreria”, concluiu Porto.
Sindicância interna vai tentar identificar os responsáveis
A CPTM abriu uma
sindicância interna para apurar as causas do incêndio que atingiu no
sábado à tarde o Centro de Centro de Controle de Operações da
operadora, na Estação Brás, no Centro, e paralisou o sistema de trens da
capital por quatro horas, deixando 390 mil pessoas sem transporte
ferroviário.
A comissão interna de segurança da CPTM , o Copese, se reúne quando ocorre uma falha
grave no serviço de trens. No sábado, o diretor de engenharia e obras da
CPTM, José Augusto Bissacot, membro do Copese, não havia confirmado a
abertura de sindicância.
“A ocorrência foi registrada na Delpom, que realizou perícia no local. Paralelamente, a CPTM
instaurou sindicância para apurar as causas da ocorrência e propor
medidas preventivas cabíveis, com prazo de 30 dias”, disse a empresa,
por meio de nota.
O jornal solicitou à assessoria de comunicação da CPTM entrevistas
com membros do Copese, mas a controladora dos trens da capital afirmou
que eles só se pronunciarão após a conclusão das análises. “As
investigações ocorrem em sigilo e por esse motivo não é possível
entrevistas com os membros da comissão”, diz a empresa do governo
estadual.
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